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Resenha | Revista A Taverna – segunda edição

Resenha | Revista A Taverna – segunda edição

A segunda edição da Revista A Taverna foi lançada em julho de 2019 e retoma sua proposta de reunir os melhores contos de fantasia, terror e ficção cientifica. São cinco obras escritas por autores nacionais seguindo diferentes estilos e abordagens, contudo todas possuem um significado que vai além do ficcional.

Nos contos selecionados para esse volume, podemos encontrar representatividade e originalidade enquanto viajamos por cenários futuristas, altamente tecnológicos ou então cidades antigas que se perderam no tempo.

O que o Vento Sul Sussurra, da escritora H. Pueyo, apresenta dois personagens peculiares e difíceis de se encontrar na Literatura, especialmente na ficção científica. O Touro Vermelho, de Ana Lúcia Merege, nos transporta pelo tempo através dos medos e inseguranças de um menino, tornando tudo subjetivo. O conto Limiar chama a atenção por se assemelhar em alguns aspectos com O Pistoleiro, primeiro volume da saga A Torre Negra; mas nesse caso, o protagonista criado por Jaime de Andruart segue outras motivações. Alameda dos Ratos é uma curiosa alegoria escrita por Guilherme Alaor, onde cada personagem é identificável na nossa própria sociedade e muitos acabam fadados a um final trágico. Por último, temos Lembre-se, Setembro, de Diego Araujo, uma narrativa que lembra muito Black Mirror e explora os danos que a dependência tecnológica pode causar no psicológico das pessoas.

Alguns contos são mais desenvolvidos que outros, com personagens mais envolventes e até mesmo com um desfecho mais surpreendente. Porém todos trazem consigo uma mensagem de aceitação e força de vontade que fazem a diferença em situações críticas, independentemente de ser uma obra de ficção ou não.

A Revista A Taverna consegue, mais uma vez, atingir o seu objetivo de juntar obras que agregam valores tanto para seus leitores quanto para a Literatura Nacional como um todo, a qual possui diversos talentos ainda desconhecidos.

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.