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Resenha | Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban (livro 3)

Resenha | Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban (livro 3)

As coisas estão ficando ainda mais complicadas para Harry e seus amigos durante o terceiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Em Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban, nossos bruxos vão enfrentar adversários ardilosos e muito perigosos. A terceira leitura desse projeto incrível está melhor do que nunca!

Agora, Harry, Rony e Hermione estão diante de uma ameaça silenciosa: o bruxo Sirius Black, braço direito de Voldemort, fugiu de Azkaban e tudo indica que ele está indo atrás do herdeiro de Tiago e Lilian Potter. Como precaução, os terríveis dementadores, os guardas da prisão, estão rondando o castelo de Hogwarts em busca do foragido e causando muitos inconvenientes. Em meio a tantos segredos, cabe a Harry e seus dois companheiros investigarem por conta própria o que aconteceu com Black.

Desde o início da saga, este é o primeiro livro onde a ameaça principal não é o Lorde das Trevas. Apesar de Voldemort ser a convergência de todas as maquinações, a sua figura não é o centro das atenções dessa vez. A presença de Sirius ao redor da escola e o perigo em potencial que ele representa mesmo sem dar as caras causa uma atmosfera de apreensão e suspense intensa.

Essa característica está ainda mais marcante, pois conseguimos notar como a narrativa de J. K. está amadurecendo juntamente com os personagens. Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban tem aquele mesmo ingrediente que a autora usa em seus livros policiais sobre o detetive Cormoran Strike: um ar sombrio, a iminência de algo assustador prestes a acontecer e um segredo que ninguém sabe exatamente o que é até as últimas páginas. Isso inclui inúmeras reviravoltas, o retorno ao passado de figuras-chave para a história e o acréscimo de novas pessoas na trama.

Um personagem que se destaca é Remo Lupin, o professor de Defesa Contra As Artes das Trevas. Novamente o ocupante desse cargo tem importância para o enredo, entretanto Lupin vai além. Ele tem relação com o passado de Hogwarts e com os pais de Harry, fazendo a ponte de ligação entre alguns indivíduos e dando sentido a alguns ressentimentos de Severo Snape. Outra professora nova é Sibila Trelawney, que dá a aula de Adivinhação. Ela é conhecida na escola por suas previsões agourentas para o futuro que nunca chegam a acontecer. Mas mesmo assim, algo nela incomoda Harry mais do que o normal.

A maturidade da escrita de J. K. nota-se quando paramos para pesquisar os diversos prêmios que este livro ganhou. Entre eles, estão o Prêmio Locus de Melhor Fantasia e o Bram Stoker Award de Melhor Trabalho para Jovens Leitores, ambos em 1999; além de uma indicação ao Prêmio Hugo de Melhor Romance em 2000.

Esse reconhecimento é mais que merecido pois Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, assim como todos os livros da saga, tem a capacidade de acompanhar seus leitores e crescer junto com eles, apresentando uma trama inteligente e que não subestima a inteligência de seu público.

Adicione este livro à sua biblioteca!

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.