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Vingadores: Ultimato (2019) | Crítica SEM SPOILERS

Vingadores: Ultimato (2019) | Crítica SEM SPOILERS

Dizer que Vingadores: Ultimato é o filme mais esperado do ano é pouco para definir o que essa obra representa para o Universo Cinematográfico da Marvel e para todos os seus fãs. Tudo o que foi criado desde Homem de Ferro (2008) até agora chega a uma conclusão grandiosa com direito a muita emoção e referências.

Após o estalar de dedos de Thanos, os Vingadores remanescentes ainda estão aprendendo a lidar com a perda de amigos e familiares. Quando uma oportunidade para desfazer as ações do titã louco surge, cabe aos heróis reunir suas últimas forças para o contra-ataque. Mas para isso eles precisarão superar muitas barreiras e encarar velhos fantasmas.

Vingadores: Ultimato precisa dar conta de muitas coisas que irão acontecer. É por isso que no começo o roteiro passa a impressão de que está dando saltos para ir direto ao que interessa. Porém isso não prejudica o entendimento; na verdade torna a narrativa mais ágil e objetiva, de modo que filme não tenha momentos maçantes ao longo de suas três horas de duração.

Mesmo assim, a produção não deixa de ter grande carga dramática, pois nenhum dos Vingadores se recuperou do abalo sofrido. Cada um deles se comporta de maneira diferente, seja querendo reagir de algum jeito ou então seguir com a sua vida. Mas quando uma chance real de consertar as coisas aparece, eles se unem em torno desse objetivo. E é justamente nesse ponto que podemos comprovar qual o grau de importância que o Homem-Formiga e a Capitã Marvel terão para a trama, já que muito se especulou sobre isso.

Em meio a tantas emoções, os verdadeiros fãs são presenteados com inúmeras referências, sejam elas às próprias produções da Marvel nos cinemas ou então aos quadrinhos. De certa forma é uma singela homenagem a todos que acompanharam o UCM ao longo de uma década inteira e agora recebem os agradecimentos por isso. Fazendo isso, o filme consegue retornar ao passado do próprio estúdio e revisitar outros projetos que não foram tão bem recebidos pelo público, como Thor: Mundo Sombrio (2013) e Era de Ultron (2015). Só então percebemos a importância desses títulos e como suas pontas soltas finalmente se conectam e ganham um novo significado.

Para não dizer que a obra é perfeita, o roteiro deixa alguns furos passarem. A complexidade do artifício que eles usam para reverter o estalo de dedos é tão grande que poderia trazer inúmeras consequências para o universo cinematográfico, mas elas simplesmente são ignoradas. A participação de alguns personagens também deixa a desejar, principalmente porque esperávamos muito que eles tivessem seu momento de redenção.

Entretanto, esses furos não diminuem o peso da película. Talvez essas consequências futuramente tenham influência nas telonas ou mesmo nas séries já confirmadas pela Disney. De qualquer forma, o caráter conclusivo de Ultimato faz com que seu impacto sobre os espectadores seja diferente do de qualquer outro longa de super-heróis. Enquanto Guerra Infinita termina no clímax pós-batalha, onde ainda estamos surpresos com o que aconteceu, Ultimato apresenta lutas tão emocionantes quanto, mas se estende para além delas. Mesmo depois dos confrontos, ainda é preciso concluir a jornada dos protagonistas e dar indicativos do que poderemos esperar daqui para frente.

É por esse motivo que Vingadores: Ultimato é um evento a parte, que mobilizou diversas pessoas, tanto fãs quanto atores e produtores. Para qualquer um que acompanha a saga desses personagens desde o início, é muito difícil não vibrar e se emocionar com a conclusão de um ciclo que durou 10 anos e termina de maneira épica.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 25 de abril de 2019
  • Duração: 3h02min
  • Gênero: ação, aventura, filmes de super-heróis
  • Direção: Anthony Russo e Joe Russo
  • Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Karen Gillan, Josh Brolin, entre outros.

Assista ao trailer:

Conheça os filmes das três fases do Universo Cinematográfico da Marvel:

Trilha sonora oficial do filme no Spotify

Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.