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Cinema | Thor: Ragnarok (2017) | Crítica

Cinema | Thor: Ragnarok (2017) | Crítica

A última produção da fase 3 da Marvel em 2017 foi Thor: Ragnarok, encerrando a trilogia do deus nórdico e introduzindo Guerra Infinita. Antes mesmo da estreia, o conteúdo dos trailers anunciava um filme divertido, com uma atmosfera diferente de seus predecessores, e foi justamente isso que pudemos confirmar ao assisti-lo nas telonas.

Depois que sua irmã mais velha, Hela (Cate Blanchett), ressurge para tomar o trono de Asgard e dominar os Nove Reinos, Thor precisa detê-la antes que o Ragnarok – a destruição de sua terra natal – se cumpra. Porém, ele fica preso em Sakaar, um planeta onde lutadores escravos enfrentam-se até a morte. Lá, o Deus do Trovão reencontra o Hulk (Mark Ruffalo) e precisa convencê-lo a ajudá-lo a fugir antes que seja tarde.

Antes de mais nada, é preciso dizer que Thor: Ragnarok é importante para responder às questões de outras produções da Marvel, a começar com Vingadores: Era de Ultron (2015) onde, após a Batalha de Sokovia, vemos que o Hulk foi embora para algum lugar desconhecido. Só agora descobrimos que o lugar em questão é Sakaar, e que o Verdão ficou lá por dois anos. Depois, vem a justificativa para a ausência dos dois personagens em Capitão América: Guerra Civil (2016). Por último, há uma ligação direta com Guerra Infinita (2018), que fica evidente em uma cena no meio dos créditos finais.

As diferenças mais marcantes da nova aventura do asgardiano para as anteriores vão desde o aspecto visual até sua pegada mais cômica. Apesar de fazer uma ponte com outras obras, este é um filme mais leve, apenas para descontrair antes de as coisas ficarem feias de verdade com a chegada de Thanos e a Ordem Negra. Se no passado as piadas eram um problema, agora elas se tornam o ponto forte, ocorrendo no momento certo e cativando o público.

Como sempre, outras figuras destacam-se além do protagonista. Seria repetitivo falar da participação de Loki (Tom Hiddleston), visto que ele sempre rouba a cena com seu carisma. Sobre o Hulk, já podíamos imaginar que ele seria de grande ajuda. Entretanto, quem também ficou em evidência por um tempo maior dessa vez foi Heimdall (Idris Elba, de Luther), o guardião de Asgard. Ele tem papel fundamental na luta contra Hela e na proteção dos cidadãos asgardianos. De novidade, temos a participação de Valkyrie (Tessa Thompson), que finaliza o time. Infelizmente, quem ficou de fora dessa vez foi Lady Sif. Devido a conflitos na agenda, a atriz Jaimie Alexander não pôde participar das gravações, já que estava gravando a série Blindspot.

Assim, como já foi dito, Thor: Ragnarok é a peça que faltava para preencher o quebra-cabeça do Universo Cinematográfico da Marvel. Com desenvoltura do começo ao fim, nos diverte com seu roteiro simples, porém bem desenvolvido, e nos introduz a chegada de Thanos e o início da Guerra Infinita.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 26 de Outubro de 2017
  • Duração: 2h10min
  • Gênero: ação, aventura, comédia, filmes de super-heróis
  • Direção: Taika Waititi
  • Elenco: Chris Hemsworth, Cate Blanchett, Tom Hiddleston, Mark Ruffalo, Idris Elba, Tessa Thompson, Anthony Hopkins

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.