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Cinema | Bad Boys Para Sempre | Crítica SEM SPOILERS

Cinema | Bad Boys Para Sempre | Crítica SEM SPOILERS

Bad boys, bad boys

Whatcha gonna do, Whatcha gonna

When they come for you

Certamente vocês já ouviram essa música em algum lugar, seja no rádio ou então em um dos filmes da franquia de ação estrelada por Martin Lawrence e Will Smith. Caso não tenha ouvido, agora tem mais uma chance com a estreia de Bad Boys Para Sempre.

Depois de dezessete anos desde o último filme, reencontramos os detetives Marcus Burnett (Martin Lawrence) e Mike Lowrey (Will Smith) ainda na ativa. Porém os parceiros de longa data começam a ter pontos de vista diferentes a respeito de suas carreiras na polícia. Marcus quer se aposentar e levar uma vida tranquila, enquanto Mike quer continuar na ativa por tempo indeterminado. O que ambos não sabem é que um plano de vingança está sendo colocado em prática e eles são alvos em potencial. Assim, eles são obrigados mais uma vez a entrar de cabeça na luta contra o crime organizado, agora por motivos pessoais.

bad boys para sempre marcus e mike

Desde 2003 não víamos os Bad Boys em ação nas telonas e, depois de tanto tempo ausentes, seu retorno não deixou de levar em consideração a passagem do tempo, tanto para os protagonistas quanto para os atores. Mike passa por uma crise de meia idade, onde se recusa a aceitar que já não é o mesmo garotão de antigamente. Por outro lado, Marcus acha que está na hora de sossegar, principalmente depois do nascimento de seu primeiro neto. Essa diferença de pensamentos acaba gerando um conflito entre os dois amigos.

Tudo fica pior quando eles são confrontados com a nova geração de policiais, especialmente com a AMMO, grupo tático criado para combater o tráfico de drogas. O choque de realidades é imediato e tudo é motivo para desentendimentos, desde o modo como combater o crime até a adesão de novas ferramentas tecnológicas. A forma como eles precisam lidar com as divergências ideológicas é um ingrediente que torna a interação dos personagens muito mais dinâmica e funciona perfeitamente.

bad boys para sempre ammo

Do começo ao fim, o longa é repleto de cenas de ação ousadas com muitos tiros, explosões e mortes. Entretanto isso não é algo que se torna cansativo, pois o filme consegue aproveitar diversos cenários e utilizá-los de maneiras diferentes para criar uma situação nova a cada perseguição ou tiroteio.

bad boys para sempre gif

Outro ponto de acerto de Bad Boys Para Sempre é o senso de humor com um timing quase perfeito. As tiradas de Marcus sempre arrancam risadas, mesmo que algumas pudessem ter sido deixadas de fora por ocorrerem em momentos muito tensos. Mesmo assim, essa abordagem torna a produção engraçada e empolgante ao mesmo tempo.

Como nada é perfeito, o roteiro recai em alguns clichês muito comuns de filmes do gênero, sendo que algumas coisas se tornam previsíveis. Por outro lado, esses mesmos clichês formam um gancho para novos filmes da franquia, indicando que esta pode não ser a última vez que veremos os Bad Boys trocando tiros e matando vagabundos (Frank Castle aprova essa ideia).

Para quem gosta de ação de tirar o fôlego, Bad Boys Para Sempre é um tiro certeiro, com o perdão do trocadilho. Quem já era fã da franquia tem chance de rever essa dupla de personagens tão carismática. E para aqueles que não a conheciam, podem ficar por dentro dessa trama sem se prender aos filmes anteriores.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 30 de janeiro de 2020
  • Duração: 2h04min
  • Gênero: ação, comédia
  • Direção: Adil El Arbi e Bilall Fallah
  • Elenco: Will Smith (Mike Lowrey), Martin Lawrence (Marcus Burnett), Nicky Jam (Zway-Lo), Paola Núñez (Rita), Vanessa Hudgens (Kelly), Alexander Ludwig (Dorn), Kate Del Castillo (Isabel), Charles Melton (Rafe), entre outros.

Assista ao trailer:

 

Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.