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Hanna – 1ª temporada (2019) | Crítica SEM SPOILERS

Hanna – 1ª temporada (2019) | Crítica SEM SPOILERS

Outro serviço de streaming que vem apostando em produções originais é a Amazon Prime. Uma de suas atrações é Hanna, uma adaptação do filme homônimo de 2011. Agora em formato de série, os capítulos vão acompanhando a jovem protagonista em sua jornada para encontrar seu lugar no mundo e fugir de seus perseguidores.

Hanna (Esme Creed-Miles) é uma jovem de 16 anos que foi criada na floresta, isolada do restante da sociedade. Seu pai, Erik Heller (Joel Kinnaman, de Carbono Alterado), a treinou para se tornar uma verdadeira assassina, pois sabe que pessoas perigosas desejam pôr as mãos nela. Quando a agente da CIA Marissa Wiegler (Mireille Enos) finalmente consegue rastrear Hanna, a garota se vê obrigada a fugir para a cidade e lutar por sua vida enquanto tenta se adaptar ao novo ambiente.

hanna temporada 1

O foco da produção é a mistura de ação e suspense motivados pela perseguição à personagem central, porém há espaço para o desenvolvimento emocional da menina. Acompanhamos o primeiro contato dela com outras pessoas além de seu pai e isso lhe apresenta experiências até então inéditas para uma adolescente. Essa inocência para certos assuntos contrasta com suas habilidades para matar e cria alguns conflitos internos na jovem, mas que não são tão aprofundados infelizmente. Em certos aspectos, ela se assemelha com Melanie, de A Menina que Tinha Dons, pois ambas precisam lidar com a ingenuidade e o peso de responsabilidades que elas não pediram para possuir.

hanna e sophie amazon prime

Logo no primeiro episódio, vemos como a educação de Hanna foi rigorosa. Mesmo reclusos na floresta, seu pai lhe ensinou diversos idiomas, conhecimentos sobre História, Geografia e Ciência para que ela pudesse ser independente. Isso é muito parecido com o que ocorre em Capitão Fantástico, onde o pai cria seus filhos da mesma maneira para não dependerem de normas sociais. Mas a semelhança vai somente até aí, já que o objetivo de Erik é impedir que sua filha seja capturada pela CIA.

Aos poucos vamos tendo pistas sobre o porquê de a garota ser tão importante. Muitas das informações são obtidas através da interação entre Heller e Marissa Wiegler, a qual é uma figura que vai se destacando gradualmente. Ela começa como uma agente fria e implacável, mas vemos um outro lado que se revela aos poucos, fazendo com que ela se torne uma personagem cinza, nem boa nem má, de modo que simpatizamos com ela ao mesmo tempo que também sentimos raiva.

As cenas de ação destacam-se por serem bem coreografadas, mesmo que não apresentem nada de muito ousado. Parte do interesse pela protagonista vai sendo revelado enquanto o gancho para a segunda temporada se forma. A bem da verdade, o roteiro segue uma narrativa bem linear, sem apresentar grandes surpresas ou acontecimentos imprevisíveis.

Mesmo assim, Hanna consegue prender a atenção já que a série cumpre aquilo que propõe, ou seja, uma trama de ação com uma pequena dose de suspense onde os personagens possuem profundidade e carisma suficientes para fazer com que torçamos por eles.

Assista ao trailer:

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.