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Resenha | Harry Potter e O Cálice de Fogo (livro 4)

Resenha | Harry Potter e O Cálice de Fogo (livro 4)

Agora posso dizer que já passei da metade da jornada de Harry, pois Harry Potter e O Cálice de Fogo é o quarto dentre os sete livros da série escrita por J. K. Rowling. Esse volume representa um ponto de virada na história do bruxo, onde os personagens se veem obrigados a amadurecer diante de acontecimentos preocupantes e que colocam em jogo o futuro de muitas pessoas.

Harry está prestes a iniciar seu quarto ano em Hogwarts ao lado dos amigos Rony e Hermione. Porém eles aproveitam o tempo restante das férias para irem à final da Copa Mundial de Quadribol. As coisas já começam a ficar estranhas lá mesmo quando a Marca Negra, o símbolo de Lorde Voldemort, surge no céu. Quando as aulas se iniciam, eles são informados de que ocorrerá o Torneio Tribruxo, onde as três maiores escolas de magia da Europa competem entre si numa série de tarefas e missões. Cada uma das instituições – Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang – são representadas por um campeão cujo nome é selecionado pelo Cálice de Fogo. Porém, quando o nome de Harry sai do Cálice como um quarto campeão, ele e seus companheiros percebem que alguma coisa está errada.

O Torneio Tribuxo veio em boa hora, pois as competições entre alunos que giravam sempre em torno do Quadribol estavam começando a ficar repetitivas. Essa nova competição, no entanto, está em outro nível. As provas são muito mais complexas e perigosas e exigem que os campeões as realizem sozinhos, sem a ajuda de mais ninguém. A tensão que isso causa em Harry gera uma apreensão em nós, leitores, que nos faz virar uma página atrás da outra devido à ansiedade para descobrirmos o que (e como) vai acontecer.

Mas o nome do garoto ter sido escolhido não foi algo normal, então muitas pessoas tiveram que se envolver. Isso nos apresenta a novos personagens e explora melhor outros que já conhecemos dos livros anteriores. O cargo para professor de Defesa Contra As Artes das Trevas, como sempre, reserva um espaço para uma figura de grande importância na trama. Dessa vez, a vaga ficou com Olho-Tonto Moody, um bruxo excêntrico e de aparência assustadora, mas que tem um grande carisma. Já entre os nomes antigos, temos Cedrico Diggory, da Lufa-Lufa, que também foi escolhido como campeão de Hogwarts; e Snuffles (esse não é o nome verdadeiro dele, mas se eu disser será um spoiler dos outros livros), cuja importância para Potter é fundamental.

A atmosfera sombria fica a cargo da iminência do retorno do Lorde das Trevas. O bruxo conta com a ajuda de seus seguidores, os Comensais da Morte, os quais estão infiltrados em vários lugares. Ninguém sabe ao certo quem eles são e, se sabe, não tem como provar. Mas o fato é que eles estão se aproximando cada vez mais de Hogwarts e de Harry.

Esse perigo que ronda a escola de magia faz com que Dumbledore ganhe grande destaque na narrativa. Desde o começo ele tem se mostrado como um personagem extremamente carismático, mas agora ele também mostra seus poderes mágicos e sua liderança forte. A relação dele com o protagonista se estreita e os dois formam uma dupla e tanto. É por meio do diretor que Harry toma conhecimento do passado nebuloso de muitos personagens que se envolveram de alguma forma com Voldemort.

Lendo Harry Potter e O Cálice de Fogo, ficou claro para mim que deste momento em diante a história vai enveredar por um caminho novo, onde os protagonistas deixam de ser crianças e amadurecem para encarar perigos muito maiores do que uma simples competição colegial. Se antes eles disputavam entre si pela honra de suas Casas, agora terão que se unir para lutarem por suas vidas.

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.