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A Máscara da Peste (As Crônicas do Apocalipse livro 2) | Resenha

A Máscara da Peste (As Crônicas do Apocalipse livro 2) | Resenha

A Máscara da Peste é o segundo volume da saga As Crônicas do Apocalipse. Para ler a resenha do volume um – O Senhor do Tempo – clique AQUI.

Em O Senhor do Tempo, primeiro volume d’As Crônicas do Apocalipse, o autor Márcio Pacheco nos apresentou a um mundo devastado onde o que sobrou da humanidade batalha entre si enquanto tenta lutar contra um vírus incurável. As principais peças dessa disputa foram apresentadas e agora, em A Máscara da Peste, o jogo pela sobrevivência se desenrola pelo tabuleiro do Pós-Guerra.

Após os acontecimentos do livro um, cada um dos personagens encontra-se diante de um novo desafio: o mercenário Dante precisa realizar um último trabalho para quitar sua dívida; enquanto isso, Meredith descobre um fato que irá alterar todo o seu plano de vingança. Na Forja, a irmandade de ferro sofre um ataque de inimigos inesperados que abala sua estrutura. Na Cidade Fantasma, Mordecai questiona suas próprias decisões e sua capacidade de cumprir a missão que lhe foi dada. Já Ethan parte em busca de uma jornada de autoconhecimento ao mesmo tempo em que descobre revelações assustadoras sobre o apocalipse. No meio de todos eles, o Cavaleiro da Peste dá início ao seu plano de espalhar o vírus por todo o Pós-Guerra.

A essa altura dos acontecimentos, já conhecemos os personagens centrais que nos conduzem pela trama. Porém seus caminhos começam a se cruzar de maneiras inesperadas graças à manipulação de uma figura peculiar que pretende evitar a destruição da raça humana. Como resultado, vemos surgir parcerias improváveis de pessoas totalmente diferentes entre si. Mas mesmo assim a interação entre elas rende momentos divertidos, empolgantes e, principalmente, tensos.

Ainda sobra espaço para a apresentação de novos núcleos, como a Montanha da Caveira e seu líder, Orfeu. A comunidade isolada aparentemente não toma partido nas intrigas pelo poder, porém os problemas começam a chegar até ela de qualquer forma. Figuras secundárias no primeiro livro também ganham mais importância em A Máscara da Peste, desempenhando papeis de destaque na luta pela sobrevivência.

Outro detalhe que ficamos sabendo são novas informações sobre o que originou o Pós-Guerra e o vírus letal. A trama mistura fatos do passado e do futuro para explicar por que as coisas são de tal maneira no presente. Assim, o contexto — que era apenas subentendido em O Senhor do Tempo — ganha mais nitidez e começamos a compreender o que move cada personagem, especialmente o Cavaleiro da Peste, o primeiro dos quatro Cavaleiros do Apocalipse.

Com tanta coisa urgente acontecendo simultaneamente, o livro não poderia deixar de ter muitas cenas de ação e suspense. Uma em particular merece destaque pela forma como Márcio Pacheco a imaginou. O autor criou um momento digno de se ver no cinema dada a grandiosidade da cena, que teve direito até a uma trilha sonora embalada pelo bom e velho rock’n’roll enquanto os protagonistas executam um plano audacioso.

Vale lembrar que As Crônicas do Apocalipse são uma saga composta por cinco livros, então ainda tem muita coisa pela frente. Pelo caminho que a narrativa toma, podemos deduzir algumas coisas que virão enquanto ficamos curiosos sobre como outras irão acontecer ainda no terceiro volume, Os Espólios da Guerra.

O jogo começou e agora não tem mais volta. As Crônicas do Apocalipse dão mais um passo rumo ao futuro e prometem muitas revelações e reviravoltas. A Máscara da Peste cumpre seu papel de colocar todos dos seus personagens em movimento na batalha para impedir (ou acelerar, dependendo de quem for) o fim da humanidade. Só nos resta segurar a ansiedade e esperar pelo próximo capitulo.

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.