Wanderly Frota – L&P
Acervo pessoal da autora

Wanderly Frota – L&P

Eu não quero ter que me acostumar com despedidas, com perdas e com adeuses. Meu coração não está preparado para sempre trocar de rumo, refazer as malas e comprar uma passagem nova. A vida é feita de recomeços, mas não é justo ter que mudar todos os nossos planos, as nossas vontades e os nossos sonhos porque alguém quis assim, se não nós mesmos. Existe um laço na minha alma onde eu armazeno as minhas melhores lembranças, os meus melhores projetos e os meus amores mais reais. E é assim que deve ser. Abrir mão de alguma coisa é sempre algo que pesa, principalmente quando carrega os nossos sentimentos mais bonitos. Mas é preciso, fazer o que?! Neste mundo as ruas vão se estreitando a cada passo que damos e fica impossível prosseguir se não abrirmos mãos do que nos pesa. Aí é hora de deixarmos nossas manias de lado, nosso rancor, nosso egoísmo e até mesmo certas pessoas ou certas coisas que gostamos muito, mas que não podemos. É hora de deixar na bagagem somente o necessário. Somente o que nos fortalece. Isso só será possível se tivermos bem guardadas doses extras de amor. Porque no final não adianta choramingar, é o amor que vence. Que nos revigora, nos devolve as esperanças e nos faz acreditar que a linha de chegada é logo ali. E é. O amor é um exercício diário. Amar é ter fé, nunca sabemos o dia de amanhã e nem os becos que teremos que enfrentar.

 

Wanderly Frota

A autora

Wanderly Frota nasceu em Serra Dourada, Bahia. Atualmente mora em Goiânia, onde estuda Arquitetura e Urbanismo. Ela participou do Leituracast 4, sobre o livro Voos – Entre uma nuvem e outra, de sua própria autoria. Conhecida por seus textos breves e poéticos, atualmente escreve em sua página pessoal: Wanderly Frota.

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.
  • Wanderly Frota

    Obrigada por me trazerem pra cá! Sopro bons ventos e poesia o tempo todo! Vocês são demais! 🙂

    • Seja sempre bem-vinda ao nosso espaço, Wanderly, e parabéns mais uma vez pelo ótimo texto.

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