Cinema | Vingadores: Guerra Infinita (2018) | Crítica (sem spoilers)

Cinema | Vingadores: Guerra Infinita (2018) | Crítica (sem spoilers)

Finalmente o grande momento chegou! Depois de 10 anos construindo seu universo cinematográfico, a Marvel chega ao seu ápice com o filme mais aguardado do ano. Muito antes da estreia, Vingadores: Guerra Infinita já elevava a ansiedade dos fãs ao máximo e agora essa expectativa foi não só correspondida, mas também superada.

A trama é o ponto de convergência de todas as produções da Marvel Studios. Após a cena pós-créditos de Era de Ultron (2015), Thanos (Josh Brolin) parte para reunir pessoalmente as seis Joias do Infinito e, assim, realizar seu desejo de estabelecer uma espécie de equilíbrio cujo preço é a vida de metade de todos os seres vivos do Universo. Isso faz com que os Vingadores, os Guardiões da Galáxia e os demais heróis unam suas forças para deter este inimigo implacável antes que ele se torne forte demais.

Podemos dizer que este é o elo entre todos os filmes, pois ele resgata elementos de todas as fases do UCM. É notável como o roteiro valoriza os detalhes para apresentar uma história bem amarrada, fazendo ligação com todas as obras anteriores. Até mesmo personagens esquecidos são resgatados de forma convincente para integrar a produção. Também é aqui que a linha temporal fica mais clara, sendo que os acontecimentos se passam dois anos depois de Capitão América: Guerra Civil, Pantera Negra e Thor: Ragnarok.

Integração, aliás, é a palavra para definir como é realizada essa aguardada união. Como Thanos conta com a ajuda da poderosa Ordem Negra, foi necessária a divisão em grupos para enfrentar os adversários em vários lugares ao mesmo tempo. A escolha das equipes resultou em uma química inesperada entre seus membros. No começo, há alguns conflitos e discordâncias, algo que lembra muito o primeiro encontro em Os Vingadores (2012). Mas felizmente não se perde muito tempo nisso e o foco muda para o mais importante que é a colaboração entre eles.

Quem diria que o Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) ficariam tão bem trabalhando juntos; ou mesmo Thor (Chris Hemsworth) e Rocket (Bradlay Cooper), que renderam boas risadas nos momentos certos. Enquanto isso, na Terra, Steve Rogers e companhia dão cobertura a Visão, o qual ganha bastante destaque por ser o portador da Joia da Mente. É possível percebermos uma carga dramática maior em cima dele, entretanto o tempo de cena foi bem dividido entre todos os participantes, de modo que cada um teve sua importância em dada ocasião e contribuiu de forma efetiva nas batalhas.

As cenas de ação, particularmente, são incríveis. Ainda que diante de um oponente vigoroso como Thanos, fica óbvio que a cooperação entre todos os super-heróis é a melhor defesa. Isso fica claro em diversas passagens, mas especialmente em Wakanda com uma sequência de arrepiar quem está assistindo.

Porém, não são apenas os mocinhos que chamam a atenção. A Ordem Negra surpreende pela força e habilidade de seus integrantes, especialmente seu líder, Thanos. O titã não apenas é poderoso, mas também carismático. Ele possui um lado humano dentro de sua obsessão que faz até com que simpatizemos com ele por alguns minutos.

Tais características só tornam Vingadores: Guerra Infinita um filme ainda melhor. Graças ao trabalho dos irmãos Russo na direção, o evento pelo qual tanto esperamos enfim chegou de forma ousada e surpreendente, arrebatando uma legião e fãs e deixando uma expectativa ainda maior para sua sequência em Vingadores 4.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 26 de Abril de 2018
  • Duração: 2h36min
  • Gênero: ação, aventura, filmes de super-heróis
  • Direção: Anthony Russo e Joe Russo
  • Elenco: Josh Brolin, Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Chris Pratt, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, entre outros.

Assista ao trailer:

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.