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John Wick 3 – Parabellum (2019) | Crítica sem spoilers

John Wick 3 – Parabellum (2019) | Crítica sem spoilers

Si vis pacem, parabellum”, “Se quer paz, então prepare-se para a guerra”. Essa expressão em latim resume bem o que nos aguarda em John Wick 3 – Parabellum. A obra conta a terceira parte da trajetória do assassino profissional interpretado por Keanu Reeves. Agora já conhecemos o personagem e sabemos de suas habilidades letais, então só nos resta observá-lo colocá-las em prática.

A trama é retomada no exato momento em que o segundo filme termina. Após quebrar as regras do Hotel Continental, John Wick é banido do grupo de assassinos e sua cabeça é posta a prêmio. Além dos matadores que desejam a recompensa, John também está sendo perseguido por membros da Alta Cúpula. Sua única chance de sobreviver é buscar a ajuda de antigos aliados e cobrar favores há muito esquecidos.

john wick 3 keanu reeves

O primeiro desafio de Wick nesse novo contexto é enfrentar uma grande quantidade de inimigos sem os recursos de que dispunha enquanto estava a serviço da companhia. Isso seria um problema se ele não fosse habilidoso com qualquer arma que estivesse ao seu alcance. Contudo, o Baba Yaga é bom com facas, espadas, armas de fogo e os próprios punhos, utilizando todas essas ferramentas da forma mais mortal que vemos até agora. Mas nem por isso ele deixa de ser um apreciador de livros e cavalos (só assistindo ao filme para entender essa).

john wick 3 gif facas

Ao longo da história, John recorre a muitos contatos para continuar vivo. A maioria dessas pessoas tem alguma relação com seu passado e é através delas que descobrimos algumas informações novas a respeito do protagonista como, por exemplo, sua origem e um local onde recebeu treinamento.

john wick parabellum diretora

Entre as ramificações da Alta Cúpula e o submundo do crime, John Wick 3 apresenta alguns personagens novos que contribuem em diferentes níveis para o roteiro. Quem se destaca é Sofia (Halle Berry), a gerente do Continental do Marrocos. Ela protagoniza uma sequência de ação eletrizante ao lado de dois cães com treinamento militar e o resultado é impressionante. Provavelmente a veremos de novo, pois sua participação deixa algumas questões em aberto. Zero (Mark Dacascos) é o perigoso líder da máfia japonesa e obedece diretamente às ordens da Juíza (Asia Kate Dillon). Ela pertence ao alto escalão da Cúpula e seu papel é julgar aqueles que desobedecem às regras.

parabellum sofia halle berry

Falando no alto escalão da Cúpula, um de seus integrantes tem grande importância para justificar os acontecimentos do último ato do longa. Não é uma das melhores soluções, visto que o script poderia apresentar uma saída mais satisfatória, mas permite desdobramentos e reviravoltas que contribuirão para um possível quarto capítulo que deverá ser produzido em breve.

John Wick 3 – Parabellum possui as melhores cenas de ação da franquia até o momento e mostra toda a versatilidade do protagonista diante do enorme poder bélico de seus rivais. Mesmo que a expansão desse universo tenha sido mais modesta dessa vez, fica claro que ainda há fôlego para mais histórias do temido Baba Yaga.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 16 de maio de 2019
  • Gênero: ação, suspense
  • Duração: 2h12min
  • Direção: Chad Stahelski
  • Elenco: Keanu Reeves (John Wick), Halle Berry (Sofia), Laurence Fishburne (Rei), Mark Dacascos (Zero), Ian McSahne (Winston), Asia Kate Dillon (Juíza)

Assista ao trailer:

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.