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Cinema | John Wick 2 – Um Novo Dia para Matar (2017) | Crítica

Cinema | John Wick 2 – Um Novo Dia para Matar (2017) | Crítica

O primeiro filme da franquia John Wick mostrou que o universo criado para a trama ainda tem muito a oferecer. Isso se confirma em John Wick 2 – Um Novo Dia para Matar, que se mostra tão bom, se não melhor, que seu antecessor ao explorar o poder e a influência da organização de assassinos da qual seu protagonista faz parte.

Reencontramos John Wick (Keanu Reeves) logo após os acontecimentos do último longa. Depois de recuperar seu carro e acertar as últimas pendências com os russos, o assassino tenta voltar para sua aposentadoria. Porém, seus planos são frustrados com o surgimento do mafioso Santino D’Antonio (Riccardo Scarmacio), o qual possui uma promissória dada pelo próprio Wick quando este deixou de atuar como matador profissional. Então, John vê-se obrigado a aceitar o serviço: matar Gianna (Claudia Gerini), irmã de Santino e membro da Alta Cúpula de criminosos.

john wick 2 santino dantonio

A essa altura do campeonato, já sabemos o quão implacável John é ao executar suas missões. Por isso, diferente do filme anterior que apresentou um homem pacato e caladão, a história já começa logo de cara mostrando uma cena de perseguição e lutas intensas. Mesmo assim, as habilidades letais de Wick são relembradas em um novo diálogo, mas nem por isso deixam de ser menos impactantes.

John Wick 2 não acrescenta nenhuma novidade à personalidade do protagonista, no entanto o foco dessa vez é voltado para o funcionamento da companhia de assassinos. Agora temos uma ideia melhor de como ela funciona, quais são suas regras (muito rígidas, por sinal) e os princípios éticos que segue, por mais que isso pareça contraditório quando falamos de matadores de aluguel. Essas diretrizes sustentam de forma satisfatória o roteiro do capítulo dois da saga, de modo que não é uma produção que tenta repetir a fórmula de sucesso da anterior, mas sim desenvolvê-la.

O Hotel Continental de Nova York é somente uma das filiais, sendo que o alcance do grupo e o número de membros se estende pelo mundo todo, inclusive em Roma, que é onde John precisa ir para cumprir seu contrato. Em dado instante, chega a parecer um filme de espiões no estilo 007 visto a quantidade de recursos oferecidos, como armas, roupas adequadas e suporte técnico.

john wick 2 sommelier

A cordialidade entre os assassinos chega a ser engraçada, pois ainda que tenham que matar uns aos outros às vezes, eles são capazes de manter um diálogo civilizado. Quem chama a atenção por isso e também por sua destreza é Cassian (Common). Ele consegue rivalizar com Wick e isso proporciona muitos momentos empolgantes quando os dois estão se enfrentando.

john wick 2 cassian

As cenas de ação merecem destaque porque sabem aproveitar o ambiente ao redor. Os diferentes cenários onde elas ocorrem fazem com que os personagens interajam com os objetos a sua volta ou então se adequem às dificuldades de cada local. Aliando isso a movimentos ágeis e brutais, o resultado é de tirar o fôlego.

John Wick 2 segue uma linha de acontecimentos que dá continuidade à trama anterior e já deixa claro o que podemos esperar para o terceiro filme, fornecendo argumentos para a narrativa seguinte. No final temos uma única história dividida em capítulos que se estendem para além do personagem central e da confraria que ele integra, abrindo muitas possibilidades.

Ficha Técnica:

  • Data de lançamento: 16 de fevereiro de 2017
  • Gênero: ação, suspense
  • Duração: 2h2min
  • Direção: Chad Stahelski
  • Elenco: Keanu Reeves (John Wick), Common (Cassian), Ian McShane (Winston), Laurence Fishburne (Rei), entre outros.

Assista ao trailer:

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.