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Cinema | Timecop – O Guardião do Tempo (1994) | Crítica com spoilers

Cinema | Timecop – O Guardião do Tempo (1994) | Crítica com spoilers

Proteger o passado de criminosos e corruptos não é uma tarefa fácil, mesmo se você for da polícia. Tudo fica ainda mais perigoso quando apenas um homem pode salvar o dia. Essas poucas palavras resumem o que podemos esperar de Timecop – O Guardião do Tempo, um filme que mistura ação e ficção cientifica de forma previsível e pouco equilibrada.

Na trama, a tecnologia evolui ao ponto de se criar uma forma de viajar no tempo através de uma máquina. O problema é que criminosos a usam para cometer novos tipos de delitos. Um novo tipo de policiamento é criado para garantir que essa invenção não seja usada de maneira abusiva. O policial Max Walker (Jean-Claude Van Damme), que trabalha nessa divisão, descobre que o político corrupto McComb (Ron Silver) quer usar esse recurso para se tornar presidente e fará de tudo para desmascará-lo.

Apesar do recurso da viagem no tempo ser um grande chamativo para o público nerd, é importante avisar que Timecop – O Guardião do Tempo não foi feito para esse tipo de espectador. Quem espera algum tipo de detalhe para elaborar teorias vai acabar, com o perdão do trocadilho, perdendo tempo. Isso porque o roteiro de Mark Verheiden apresenta conceitos de forma simples, mas não se aprofunda neles. É o caso de não poder viajar para o futuro, porque ele ainda não existe; evitar encontros consigo mesmo pois dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço e viajar para o passado e voltar dele com uma máquina mas chegar ao destino sem ela. Como se isso não fosse o bastante, há momentos que se tornam previsíveis justamente por causa dessas regras de viagens temporais. Esse absurdo fica ainda maior quando ao ver a ficha técnica descobre-se que o roteirista também é criador da HQ do qual o filme é baseado.

timecop maquina viagem no tempo

No entanto, todos esses pontos negativos podem ser esquecidos em prol de um bem maior: o entretenimento. Afinal de contas, ver Van Damme fazendo o que ele sabe fazer de melhor é algo que nunca perde a graça. Todas as cenas de ação são muito bem coreografadas, o que com certeza não decepcionará nenhum fã de carteirinha do ator. Isso fica ainda melhor com a trilha de Mark Isham que consegue criar um clima de suspense perfeito, como acontece em uma sequência envolvendo Max e alguns capangas genéricos na chuva.

Talvez por isso não seja surpresa nenhuma descobrir que o filme foi um sucesso na época gerando alguns produtos derivados. Em 1995, por exemplo, foi lançado um game para o Super Nintendo. Dois anos depois, a ABC encomendou uma série de tv que durou apenas nove episódios. Como Van Damme nunca retornou para o papel, uma sequência com o título Timecop 2: The Berlin Decision foi feita com Jason Scott Lee no papel principal.

Timecop – O Guardião do Tempo pode não ser um grande acréscimo dentro da filmografia de viagens no tempo, mas conquista o público acostumado com cenas de ação. Em outras palavras, é mais um clássico “porradeiro” com o selo de qualidade de Jean-Claude Van Damme. Se é isso que você espera, um filme de ação com apenas um pouco de ficção cientifica, a diversão é garantida.

Ficha técnica:

  • Ano de lançamento: 25 de novembro de 1994
  • Duração: 1h039min
  • Gênero: ação, ficção científica
  • Direção e roteiro: Peter Hyams e Mark Verheiden
  • Elenco: Jean-Claude Van Damme (Max Walker), Ron Silver (MCcomb), Mia Sara (Melissa) entre outros.

Assista ao trailer:

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Sobre Marcus Alencar

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Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida