Cinema | Sem Limites (2011) | Crítica

Cinema | Sem Limites (2011) | Crítica

Buscar inspiração é um grande desafio para quem sempre precisa criar algo novo, mas o que fazer quando existe a possibilidade de utilizar todo o seu potencial? Que tipo de pessoa você se tornaria? Isto é basicamente a premissa de Sem limites, filme do diretor Neil Burger. A história começa mostrando como anda a vida do escritor Eddie Morra (Bradley Cooper) que sofre de bloqueio criativo justo quando precisar terminar a produção de um livro. Antes de me aprofundar sobre isso, devo dizer que as cenas no qual é retratada a dureza que é tentar escrever algo e ficar estacionado são muito criativas. É uma luta silenciosa e muito irritante.

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Bom, vamos ao filme propriamente dito. Começando pelo seu ponto de virada, aquele momento tão ansiosamente esperado por alguns e que, quando dá certo, envolve todos em suas poltronas de uma forma especial. Em dado momento da história, nosso protagonista reencontra um conhecido que lhe presenteia com uma espécie de medicamento que simplesmente irá solucionar os seus problemas. Esse suposto milagre atende pelo nome NZT e é uma droga em fase de testes que permite que o usuário acesse 100% da capacidade do cérebro ao invés dos 20% que são utilizados normalmente.

Não demora muito para que ele sinta todo um novo universo de possibilidades para mudar de vez a sua vida. Nesse ponto, o que mais me deixou empolgado com certeza foi ver como a vida dele mudou de acordo com as escolhas feitas a partir dos efeitos desse novo “poder“ adquirido. É curioso ver que mesmo que esse superpoder não o leve para o caminho da arrogância e prepotência, ele ainda se mantém sob um certo controle de sua personalidade. Digo “certo controle“ pois mesmo como toda a sua ascensão no mundo capitalista (sai o escritor e entra o multi-consultor financeiro) ele se ilude com a ideia de tentar controlar algo maior do que sua própria capacidade aumentada: o sistema. Não vou entrar em detalhes para não estragar a experiência de ninguém ao assistir esse filme.

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Enfim, encerro esta critica de cinema pedindo à vocês que não percam a oportunidade de assistir este ótimo filme. Peço que também assistam com a mente aberta e com um olhar bem receptivo não se deixando influenciar por nada que desmereça o mérito da história. Faço questão de enfatizar isso, pois acho uma pena considerar esse filme uma apologia às drogas. Vale a pena uma reflexão mais ampla.

Ficha técnica:

  • Lançamento: 25 de março de 2011;
  • Duração: 1h45min;
  • Elenco: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Cornish;
  • Direção: Neil Burger ;
  • Roteiro: Leslie Dixon;

Assista ao trailer:

 

Sobre Marcus Alencar

Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida

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