Cinema | Homem de Ferro 2 (2010) | Crítica

Cinema | Homem de Ferro 2 (2010) | Crítica

Lançado em 2010, Homem de Ferro 2 é a nossa terceira parada pela linha do tempo das produções da Marvel Studios. A produção dá continuidade ao projeto Iniciativa Vingadores que em breve encerrá sua Fase 3 com Guerra Infinita.

Depois do sucesso estabelecido em Homem de Ferro, era inevitável o surgimento de uma continuação. Isso criou uma enorme expectativa em relação ao nível de qualidade da história da nova aventura. Afinal de contas, tratava-se de um herói que agora tinha popularidade mundial. Se antes era pouco apreciado pelos leitores, hoje em dia ocorre exatamente o contrário graças aos filmes. 

Na trama do novo filme, conhecemos um mundo ciente da existência do Homem de Ferro. O inventor bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) sofre pressão de todos os lados para compartilhar sua tecnologia com as forças armadas. Ele resiste para divulgar os segredos de sua inigualável armadura, com medo de que estas informações caiam nas mãos erradas. Além disso, a revelação de sua identidade traz a tona um inimigo poderoso com sede de vingança: Ivan Vanko/Whiplash (Mickey Rourke).

Mesmo com todos esses problemas, o que realmente chama a atenção é a forma como Tony Stark lida com eles. Ao invés de encará-los de frente, ele opta por se divertir com a própria fama de forma totalmente irresponsável. Um claro exemplo deste tipo de comportamento é mostrado logo no inicio de Homem de Ferro 2 durante  a cena da festa de aniversário. 

Inclusive, é neste contexto que o Coronel James Rhodes (Don Cheadle) entra em cena.  Cabe ao militar a função de representar um pensamento mais racional diante das situações, como quando avisa Tony das consequências de um poder usado sem responsabilidade.  Ainda sobre ele, vale destacar como sua presença ganha mais importância por conta do surgimento da sua identidade heroica: Máquina de Combate.  

Essa não é a única novidade de Homem de Ferro 2, que ficou marcado por introduzir no Universo Cinematográfico da Marvel a espiã e agente da SHIELD Natasha Romanov/Viúva Negra (Scarlett Johansson). Sua participação foi tão empolgante que desde então têm se falando em uma possível produção solo que, ao que tudo indica, pode estar próxima de acontecer. Outras participações que merecem ser citadas são as do agentes Phil Coulson (Clark Gregg) e  o diretor da agência Nick Fury (Samuel L. Jackson) que serviram para aumentar a expectativa em torno da Iniciativa Vingadores.

Em relação aos vilões, há pouco a ser dito. Wiplash é o tipico inimigo com visual legal que fala pouco e luta muito. Um desperdício do roteiro já que o personagem tinha todo um background interessante que poderia ser melhor desenvolvido. Já Justin Hammer (Sam Rockwell) é nada mais do que uma versão distorcida e cômica de Tony Stark que pouco acrescenta a trama geral.

Apesar destes pontos negativos, Homem de Ferro 2 não só superou o primeiro filme como também contribuiu de forma significativa para projetos vindouros do estúdio. Devido ao seu sucesso, serviu também para confirmar de uma vez por todas que Tony Stark e sua armadura vão ser lembrados por muito tempo na história das adaptações de quadrinhos.  

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Ficha Técnica:

  • Data de lançamento: 30 de abril de 2010
  • Duração: 2 horas e 4 minutos 
  • Direção: Jon Favreau
  • Gênero: ação, aventura, ficção científica, filmes de super-heróis
  • Elenco:  Robert Downey Jr., Don Cheadle, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson,  (Mickey Rourke e Sam Rockwell.

Assista o trailer:

Sobre Marcus Alencar

Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida