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Cinema | Esquadrão Suicida (2016) | Crítica

Cinema | Esquadrão Suicida (2016) | Crítica

“Os piores entre os piores”. Esta frase de Esquadrão Suicida certamente descreve este grande excremento cinematográfico. O filme que reuniu o grupo de vilões da DC é um belo exemplo de que nem sempre bom elenco, trilha sonora e diretor promissor são garantia de sucesso. Felizmente, algo ainda valeu a pena nisso tudo como é o caso das interpretações da Arlequina e do Pistoleiro. Basicamente, são esses dois personagens que com seu carisma divertiram o público e impediram que o cheiro se propagasse entre o restante desse universo cinematográfico.

Para você que realmente pretende ver este filme, é importante destacar a premissa que reúne um time dos mais perigosos e encarcerados supervilões. Eles são obrigados por uma agência secreta do governo a combater uma poderosa entidade. No entanto, quando eles percebem que não foram escolhidos apenas para ter sucesso, mas também por sua óbvia culpa quando inevitavelmente falharem, terão que decidir se vale a pena ou não continuar correndo risco de morte.

esquadrão suicida grupo

Na verdade, quem realmente corre risco é o público de perder seu precioso tempo com esse filme. A apresentação de cada vilão, totalmente didática e caricata, já deveria servir como anúncio do arrependimento a ser sentido depois de duas horas e três minutos de duração.  Nesse sentido, vale destacar alguns membros de segunda divisão desse time de vilões como é o caso de um Capitão Bumerangue (Jai Courtney, de Jack Reacher: O Último Tiro) com fetiche por unicórnios rosa que oscila entre ser um pouco violento e totalmente idiota, um Amarra (Adam Beach) previsivelmente dispensável a ponto de não ter nem uma introdução decente (uma vítima de roteirista preguiçoso); um Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) sem carisma e medianamente perigoso e um El Diablo (Jay Hernandez) com potencial de Deus Ex-Machina.

Esses caras não chegam nem perto da cereja deste bolo de cocô chamada Coringa (Jared Leto). A versão com estilo mafioso e com ares de funkeiro não agrada nem um pouco, o que é triste já que o Palhaço do Crime sempre foi muito bem interpretado nos cinemas. Isso fica pior ainda quando percebemos que o personagem não tem importância nenhuma a não ser para tornar a origem da Arlequina mais próxima daquela que conhecemos nos quadrinhos. Em outras palavras, um belo exemplo de vilão coadjuvante e totalmente desnecessário para a trama principal. 

Esquadrão suicida coringa

Felizmente, o Pistoleiro (Will Smith) e a Arlequina (Margot Robbie) salvam o filme de forma carismática. Mesmo quando se transformam em anti-heróis atendendo algum tipo de chamado para ação pouco convincente, eles conquistam o público tanto no humor como no drama. Fica até difícil não gostar dos dois em cena, principalmente quando interagem entre si. Ela por sua vez rouba ainda mais a cena já que a atriz, que naquele ano ainda não era tão famosa, não possui o estigma de fazer sempre o mesmo tipo de personagem. Aliás, não é a toa que em breve estará de volta em Aves de Rapina com um destaque ainda maior.

Por último, um conselho: não perca seu tempo vendo este filme. Caso veja, apenas aproveite o melhor de Esquadrão Suicida: o carisma de apenas dois vilões. Ao final da experiência, você terá se divertido um pouco, mas não a ponto de lembrar com um sorriso no rosto por muito tempo. Afinal de contas, é difícil ser feliz quando se assiste algo tão incrivelmente ruim. 

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 4 de agosto de 2016
  • Duração: 2h03min
  • Gênero: Ação
  • Direção: David Ayer
  • Elenco:  Will Smith (Pistoleiro), Margot Robbie (Arlequina), Jared Leto (Coringa), Jai Courtney (Capitão Bumerangue), Adewale Akinnuoye-Agbaje (Crocodilo), Jay Hernandez El Diablo) Adam Beach (Amarra), entre outros.

Assista ao trailer de Esquadrão Suicida:

Sobre Marcus Alencar

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Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida