Cinema | Capitão América: Guerra Civil (2016) | Crítica

Cinema | Capitão América: Guerra Civil (2016) | Crítica

Na iminência da chegada de Pantera Negra aos cinemas, vamos relembrar um dos um dos filmes de super-heróis mais aguardados de todos os tempos: Capitão América: Guerra Civil. Dando início à fase 3 do Universo Cinematográfico da Marvel, o longa tenta adaptar um dos arcos mais grandiosos dos quadrinhos: a divisão ideológica dos heróis e seu consequente confronto. 

Após os acontecimentos de A Era de Ultron, o governo americano decide que é preciso controlar a ação dos Vingadores. Temendo os fins para os quais sua equipe seria usada, o Capitão América (Chris Evans) se posiciona contra esse controle. Por outro lado, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) mostra-se a favor da intervenção. Somente isso já é suficiente para exaltar os ânimos entre eles, porém as coisas se complicam ainda mais quando o Soldado Invernal (Sebastian Stan) reaparece. 

Para quem não acompanhou a Guerra Civil das HQ’s ou então sua versão em livro, é bom esclarecer que esse embate foi transferido para as telonas em proporções menores. Nos quadrinhos, o que movimenta a trama é a batalha entre aqueles que apoiam e os que rejeitam o registro dos heróis, obrigando-os a revelar sua identidade secreta. No filme, a questão está voltada apenas para o controle governamental sobre as atividades dos Vingadores. Além disso o número de personagens envolvidos no longa é muito menor por questões de tempo, desenvolvimento e direitos autorais.

E falando em direitos autorais, outra “batalha” aconteceu nos bastidores pela permissão da Marvel para utilizar uma de suas figuras mais icônicas: o Homem-Aranha (agora interpretado por Tom Holland), que até então estava na Sony. Antes do lançamento, a ansiedade sobre a participação do cabeça-de-teia era grande, sendo esta confirmada no finalzinho do trailer. Depois disso, o amigo da vizinhança já ganhou sua película solo (2017), onde sua relação com Tony Stark foi um pouco mais aprofundada.

Outro personagem de destaque – e o grande motivador deste texto – foi o rei de Wakanda, T’Challa, mais conhecido como Pantera Negra (Chadwick Boseman). A introdução dele em Capitão América 3 foi executada de tal forma que criou grande interesse pelo seu filme individual. Desde sua motivação, passando pelo visual até às habilidades como guerreiro, a expectativa sobre o potencial do Pantera foi crescente.

Mesmo levando em conta as alterações que Guerra Civil fez na obra original (compreensíveis, por sinal), a produção correspondeu à empolgação causada antes de sua exibição com lutas excepcionais, principalmente a memorável batalha no aeroporto. O único problema evidente foi a necessidade de se criar um “confronto final” entre o Capitão e o Homem de Ferro depois que o impasse central já estava praticamente resolvido. O pretexto utilizado soou forçado, com o objetivo de criar apenas mais uma cena de ação.

Ainda assim, Capitão América: Guerra Civil é um marco dentro Universo Marvel nos cinemas e na carreira de seus diretores, os irmãos Russo. Desde Soldado Invernal, a dupla vem mostrando sua capacidade para filmes de super-heróis com um tom mais sério, não apenas por colocar uns contra os outros (coisa que adoramos), mas também por introduzir algo muito maior, que irá culminar na Guerra Infinita. Portanto podemos esperar por fortes emoções daqui em diante.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 26 de abril de 2016
  • Duração: 2h28min
  • Direção: Joe e Anthony Russo
  • Gênero: ação, filme de super-heróis
  • Elenco: Chris Evans (Capitão América), Robert Downey Jr (Homem de Ferro), Chadwick Boseman (Pantera Negra), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate).

Assista ao trailer:

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.