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Cinema | Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) | Crítica

Cinema | Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) | Crítica

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge mostra a ideia de que a luta entre o bem e o mal não pode deixar de existir, pois são forças da natureza que não permitem vácuo no tempo. Sendo assim, quando um novo mal surgir, sempre haverá alguém disposto a tudo para combatê-lo, mesmo que isso signifique fazer alguns sacrifícios no meio do caminho. É nesse contexto em que se situa o último capitulo da trilogia deste Batman que em muitos aspectos referencia e se inspira em uma graphic novel clássica do personagem: “O Cavaleiro das Trevas”, de Frank Miller.

A história desse filme começa com Bruce Wayne (Christian Bale) vivendo de forma reclusa em sua própria casa, tendo como único contato com o mundo exterior a companhia de seu mordomo e amigo Alfred (Michael Caine). Aparentemente, a cidade de Gotham vive um longo período de paz desde a morte de Harvey Dent (Aaron Eckhart). No entanto, a circunstância de como tal fato ocorreu ainda permanece em segredo já que, por causa dele, foi possível “limpar” as ruas da cidade de grande parte da criminalidade. Mas isso não dura muito graças à intervenção do terrorista Bane (Tom Hardy) e seus seguidores.

Outra novidade é a adição de alguns novos personagens que acrescentam e muito a trama como, por exemplo, o policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt). Deixando de lado uma cena completamente dispensável que é o primeiro diálogo entre ele e Bruce Wayne, vale registrar aqui seu papel como detetive e combatente do crime. Sua atuação é convincente e muito interessante, principalmente depois que descobrimos o seu “segredo” logo no final do filme.

Por outro lado, não se pode elogiar tanto a Mulher-Gato (Anne Hathaway). Mesmo com bons diálogos e cenas de luta (destaque para a sequência com ela ao lado de Batman em um telhado), fica a sensação de ver uma personagem com muito destaque e pouco sentido para esta história. Se o roteiro desse à atriz um pouco mais de desenvolvimento, seria possível lembrar mais de sua participação, assim como ocorreu com a atuação de Michele Pfeiffer.

Sobre as cenas de luta, vale a pena destacar o quão bem foi construído o primeiro combate entre herói e vilão. Diferente do que é considerado conveniente para este tipo de cena, aqui não há trilha sonora. Apenas o som ambiente de socos e chutes cada vez mais intensos. Entretanto, mesmo com esse diferencial, essa sequencia não é tão impactante e tem um resultado aquém do esperado. Quem já leu a HQ “A Queda do Morcego“ sabe muito bem porque existia uma expectativa tão grande criada em torno deste momento. Aliás, é por causa dele que se dá o ressurgimento do Batman de forma definitiva na trama geral. Há toda uma questão de superação neste contexto que se desenvolve de forma interessante, mas que infelizmente perde força em seu desfecho graças a uma revelação sem muita importância para a história de modo geral.

 

Apesar de tudo, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um bom filme. Como resultado final de uma trilogia, ele tem a sorte de ser muito melhor do que vários outros encerramentos de trilogias de filmes que adaptam personagens e histórias em quadrinhos. Além disso, este terceiro capítulo mostrou como o diretor Christopher Nolan soube imprimir com personalidade sua visão do Batman, transformando-o em algo único e muito além do que o mesmo representa enquanto personagem de histórias em quadrinhos.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento (no Brasil): 27 de julho de 2012
  • Gênero: Ação
  • Elenco: Christian Bale, Tom Hardy, Anne Hathaway, Gary Oldman, Michael Caine, Morgan Freeman, Cillian Murphy, entre outros;
  • Direção:  Christopher Nolan
  • Roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan e David S. Goyer

Assista ao trailer:

 

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Sobre Marcus Alencar

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Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida