Séries | Stranger Things – 1ª temporada | Crítica

Séries | Stranger Things – 1ª temporada | Crítica

Agora falta muito pouco para estrear a segunda temporada de Stranger Things. Produzida pelos irmãos Duffer, esta foi uma das séries de maior sucesso entre o público ao estrear na Netflix em 2016. Então nada melhor do que relembrar como fomos apresentados ao pequeno município de Hawkins e aos “bagulhos sinistros” que lá aconteciam.

A trama da primeira temporada se passa em 1983. Logo na cena de abertura vemos que algo estranho (não deu pra evitar o trocadilho) está acontecendo em uma das instituições da cidade. Logo em seguida somos apresentados ao quarteto Mike (Finn Wolfhard), Will (Noah Schnapp), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Após o desaparecimento de Will, seus três amigos partem em uma jornada pelos segredos de Hawkins para encontrá-lo. Para isso, eles contam com a ajuda de Eleven (Millie Bobby Brown), uma garota misteriosa com habilidades especiais. Paralelamente, a mãe do menino desaparecido, Joyce (Winona Ryder), e o xerife Hopper (David Harbour) empreendem a sua própria busca.

A principal característica que fez de Stranger Things um fenômeno quase instantâneo é a nostalgia provocada pela ambientação nos anos 80. Desde as roupas, os carros e até a trilha sonora, tudo inspira certa saudade dos “bons tempos”, inclusive por pessoas que sequer haviam nascido naquela época. Certamente tal identificação por parte desse último grupo se deve à amizade honesta e pura dos protagonistas, quando as brincadeiras eram mais saudáveis e existia uma maior interação.

Outro ponto que contribui para essa atmosfera nostálgica são as referências a obras conceituadas daquele período, que são lembradas até hoje. Muitas passagens da produção remetem a filmes como Conta Comigo (1986), E.T. – O Extraterrestre (1982), Alien (1979), Poltergeist (1982) e Carrie, a Estranha (1976). Sem contar os jogos de videogame e RPG e os livros que serviram de inspiração, principalmente os do mestre do terror Stephen King.

Stranger Things (2016) / Conta Comigo (1986)

E falando em King, este ano estreou nos cinemas a adaptação de It – A Coisa. Isto levou muitas pessoas ao cúmulo de acusarem a película de ser uma cópia de Stranger Things. Sendo que o livro It foi lançado em 1986 e a série da Netflix veio ao ar 30 anos depois (não precisa ser um gênio da matemática né?). Mas desconsiderando a falta de informação, de fato as duas produções têm muitos elementos semelhantes. A começar com a história girando em torno de um grupo de crianças enfrentando um inimigo sobrenatural e na mesma década. Depois há as similaridades visuais próprias de filmes do gênero. Entretanto, fora isso, as narrativas são diferentes.

Algo que não pode deixar de ser mencionado são as atuações em ST. Todos se sobressaem no elenco mirim, contudo o destaque maior é para Millie Bobby Brown, a Eleven. Entre os adultos, Winona Ryder rouba a cena interpretando a mãe desesperada e desacreditada na procura pelo filho sumido. David Harbour, o Hopper, também surpreende, ainda mais pelo personagem que evolui consideravelmente no decorrer obra.

Existem muitos outros motivos que justificariam o bom recebimento de Stranger Things, mas são tantas coisas que esse texto não acabaria mais. Então se você ainda não assistiu, há tempo. Sem contar que não precisará esperar um ano pela segunda temporada. Porém se você já assistiu, fique tranquilo pois a espera acabou. Dia 27 de outubro reencontramos nossos “velhos” amigos.

Assista ao trailer:

Crítica da segunda temporada de Stranger Things

Leia mais sobre It – A Coisa

Conheça mais sobre a obra de Stephen King

Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.
  • Eduarda Lima

    Ah que legal! Compartilho de tudo que disse, e me identifico muito com a série pelos mesmos motivos mencionados haha. Ansiosa para a segunda temporada!! Parabéns pelo texto. Beijooo

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