Capa » Cinema e TV » Stranger Things 3 | Crítica SEM SPOILERS
Stranger Things 3 | Crítica SEM SPOILERS

Stranger Things 3 | Crítica SEM SPOILERS

Depois de quase dois anos de espera, enfim reencontramos os habitantes de Hawkins em Stranger Things 3. A terceira temporada do show criado pelos irmãos Duffer aborda o inevitável amadurecimento de seus protagonistas enquanto os inimigos também evoluem para algo ainda mais audacioso e mortal.

Em julho de 1985, nossos amigos já não são mais crianças e finalmente começam a experimentar os dilemas da adolescência. Isso acaba interferindo na amizade do grupo, pois cada um tem interesse em algo particular. Ao mesmo tempo, Joyce (Winona Ryder) e Hopper (David Harbour) têm dificuldades para estreitar a relação e, no jornal da cidade, Nancy (Natalia Dier) e Jonathan (Charlie Heaton) enfrentam os desafios do primeiro emprego. Porém, quando o perigo retorna a Hawkins, eles precisam se unir novamente para detê-lo.

O que movimenta a primeira metade desta temporada é o crescimento dos personagens e a forma como eles se relacionam entre si. Mike (Finn Wolfhard), Eleven (Millie Bobby Brown), Lucas (Caleb McLaughlin) e Max (Sadie Sink) estão lidando com os altos e baixos do primeiro namoro. Enquanto isso, Will (Noah Schnapp) fica no meio dos dois casais sentindo-se deslocado por saber que as antigas brincadeiras perderam a graça para os amigos, mostrando que continua sendo o mais inocente, apesar de todas as provações pelas quais passou anteriormente. Já o Dustin (Gaten Matarazzo) chega de viagem e também acaba pego de surpresa pelas mudanças que ocorreram no tempo em que esteve fora.

Essas divergências fazem com que se formem grupinhos menores que serão fundamentais durante o desenvolvimento da trama. Um destes grupos é formado por Dustin, Steve (Joe Keery) e por outras duas personagens: Erica (Priah Ferguson), a irmã mais nova de Lucas que ganha maior destaque dessa vez, e Robin (Maya Hawke), a nova integrante do elenco. Juntos, eles se empenham para investigar um bando de russos que se comunica através de mensagens em códigos. A motivação inicial deles é baseada em um patriotismo cômico e, pela primeira vez, o roteiro nos lembra indiretamente que a história se passa em plena Guerra Fria, período no qual ocorria uma batalha ideológica entre os Estados Unidos e a União Soviética.

A outra união improvável que acontece é entre Max e Eleven. No começo, as duas se juntam apenas para “dar o troco” nos garotos, mas daí surge uma grande amizade e uma lição muito importante para El. Max abre os olhos da outra menina para que ela aproveite mais sua vida e seja mais independente e o resultado positivo disso é notável.

No quesito vilões a série não decepciona, mesmo apresentando algo que já conhecemos da primeira e da segunda temporadas. O Devorador de Mentes está de volta, mas de uma maneira diferente e com novos aliados. Billy (Dacre Montgomery) é o escolhido da vez para desempenhar o papel de agente do Mundo Invertido, contudo sua participação é somente mais uma peça do quebra-cabeça.

stranger things 3 billy

De todas as temporadas, essa é a que possui o final mais emocionante e mais significativo para o que está por vir daqui em diante. De forma semelhante ao que aconteceu com os personagens da saga Harry Potter, em Stranger Things 3 os protagonistas estão descobrindo como é deixar a infância para trás e encarar os problemas de gente grande. Portanto, podemos esperar fortes emoções neste e nos próximos encontros com essa turma.

Assista ao trailer de Stranger Things 3:

Leia mais sobre Harry Potter

 

Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.