Séries | Luther – segunda temporada | Crítica

Séries | Luther – segunda temporada | Crítica

Observação: Este texto contém spoilers leves da primeira temporada.

Quando uma série é renovada, a expectativa é que a mesma cresça em termos de qualidade. Esse é o caso da segunda temporada de Luther (2011). E o grande mérito dessa melhora se deve à uma mudança significativa no formato. Mas antes de entrar em detalhes sobre essas novidades, é importante uma explicação sobre a redução de episódios. Isso se deve ao fato do ator Idris Elba ter ganhado mais visibilidade tanto na TV como nos cinemas, o que fez com que sua agenda ficasse mais apertada. Por este motivo, a produção britânica optou por fazer dois telefilmes de duas horas para o segundo ano da série.

Esta alteração também privilegia o foco escolhido por Neil Cross para Luther. Após os acontecimentos trágicos envolvendo seu antigo parceiro, John está de volta ao trabalho em uma nova unidade: crimes em série. Trata-se de um departamento criado pelo oficial oficial Martin Schenk (Dermot Crowley) que tem como primeiro caso investigar os assassinatos de pessoas que teriam sido vítimas de rituais relacionados a locais históricos. Sobre este primeiro arco, fica evidente a necessidade de desenvolver personagens coadjuvantes como é o caso do detetive Justin Ripley (Warren Brown). Inclusive, a trama fica mais interessante por deixar ele em evidência após ser sequestrado por Cameron Pell (Lee Ingleby).

Quem também ganha destaque gradualmente é Jenny Jones (Aimee-Ffion Edwards), cuja história remete à um passado obscuro de John. Incluir ela na série trouxe várias oportunidades narrativas. Por exemplo, fazer com que Luther se tornasse uma figura paternal. “Você não dorme. Parece que está sempre em modo de alerta”, diz a garota enquanto se acostuma a ficar sob a proteção de alguém como ele. Nesse sentido, é curioso como vai se criando uma relação familiar entre ambos. Isso faz com que conhecemos outras camadas dos personagens em pouco tempo.

Já sobre o segundo telefilme, somos apresentados à um criminoso bem diferente de todos que já foram apresentados até o momento. Desde o primeiro minuto, percebemos o quanto Robert Millberry (Steven Robertson) é imprevisível. Mesmo que pareça um vândalo qualquer, aos poucos ele se mostra como um grande perigo para a sociedade. Com isso, Luther encontrar mais um desafio a altura e também uma oportunidade mostrar todo seu potencial de dedução. Prova disso é a forma como esta trama é encerrada.

Enfim, com mais uma temporada como essa Luther comprova porque pode ser considerada umas das melhores séries policiais da atualidade.

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Sobre Marcus Alencar

Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida