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Doctor Who 12×9: Ascension of the Cybermen | Review

Doctor Who 12×9: Ascension of the Cybermen | Review

[SPOILERS] Pelo rumo que a 12ª temporada de Doctor Who vinha tomando, o episódio 9 prometia fortes emoções. Ascension of The Cybermen atende às expectativas apresentando uma trama empolgante como deveria ser graças à presença de vilões tão implacáveis e à engenhosidade da Doutora e seus companheiros para sobreviverem.

Os acontecimentos dão continuidade ao que foi mostrado em The Haunting of Villa Diodati, porém uma nova linha temporal é adicionada à narrativa apresentando a história de Brendan (Evan McCabe), um garoto que foi abandonado no meio da estrada quando ainda era bebê. Enquanto isso, no futuro, a Doutora (Jodie Whittaker) e seus companions seguem as coordenadas que Shelley havia lhes dado e chegam ao último abrigo humano na guerra contra os Cybermen.

doctor who 12x9 ascension of the cybermen doutora e companios

Durante todo o episódio, ficamos aguardando qual a conexão entre as duas linhas temporais e como isso irá acontecer. Uma forte impressão é a de que Brendan estava de alguma forma ligado aos Cybermen, principalmente depois de sobreviver ao tiro que deveria matá-lo. Contudo, a resposta para esse mistério só será revelada em The Timeless Children, deixando o desenrolar da trama a cargo dos fatos que estão ocorrendo na batalha entre a Doctor e os Cyber.

doctor who 12x9 ascension of the cybermen brendan

Mais uma vez, o roteiro opta por separar os personagens em grupos, o que se mostra uma decisão acertada, pois permite que o potencial de cada um possa ser explorado. Isso é algo que tem acontecido ao longo da temporada: os companions estão ganhando mais espaço e independência. Em muitas ocasiões eles se separam da Doutora e precisam agir contando com suas próprias habilidades.

Quem vêm se destacando nesse contexto são Yas (Mandip Gill) e Graham (Bradley Walsh). Em Ascension of The Cybermen, eles são os responsáveis pela sobrevivência do grupo de humanos fugitivos. Se não fosse pela insistência e otimismo de Graham, os tripulantes da nave de fuga teriam desistido e morrido à deriva no espaço. Yas permanece ao seu lado o tempo todo, apoiando e aconselhando em suas decisões, tomando à frente em todos os planos.

doctor who 12x9 ascension of the cybermen graham e yas

Além dos personagens, outro elemento se sobressai. Não é a primeira vez que a trilha sonora chama a atenção em Doctor Who. Nesse episódio, ela é essencial para criar uma atmosfera de urgência perante a ameaça de adversários impiedosos. Sempre que um ciborgue aparece, lá está a música em um crescente que torna tudo ainda mais emocionante.

Quando a Doutora, Ryan (Tosin Cole) e Ethan (Matt Carver) enfim encontram Ko Sharmus (Ian McElhinney) e a tão almejada Fronteira que os livraria da perseguição dos Cybermen, uma grande reviravolta acontece para fazer um gancho com a season finale. O surgimento do Mestre (Sasha Dhawan) resgata as questões levantadas em Spyfall: Part Two sobre o que aconteceu em Gallifrey e assim o episódio termina, deixando uma curiosidade quase insuportável sobre o que virá a seguir.

Então, depois de assistir a Ancension of The Cybermen, parta logo para The Timeless Children se isso for possível. O final dessa temporada está fazendo valer a pena toda a espera e todas as dúvidas levantadas até o momento. Assim, apertem os cintos e atravessem a Fronteira!

Ficha técnica:

  •  Episódio: 12×09 – Ascension of the Cybermen
  •  Data de exibição: 27 de março de 2020
  •  Roteiro: Chris Chibnall
  •  Direção: Jamie Magnus Stone
  • Duração: 49 minutos
  • Elenco: Jodie Whittaker (Décima terceira Doutora), Bradley Walsh (Graham O’Brien), Tosin Cole (Ryan Sinclair), Mandip Gill (Yasmin Khan).
  • Elenco convidado: Sacha Dhawan (Mestre), Patrick O’Kane (Ashad), Ian McElhinney (Ko Sharmus), Evan McCabe (Brendan), Matt Carver (Ethan), entre outros.

Assista ao trailer:

Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.