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Séries | Titãs – 2ª temporada | Crítica SEM SPOILERS

Séries | Titãs – 2ª temporada | Crítica SEM SPOILERS

A segunda temporada de Titãs tinha tudo para manter o nível apresentado no ano anterior e até evoluir. Infelizmente, o que público encontrará na Netflix está um pouco longe disso. Tudo por culpa de subtramas paralelas sendo trabalhadas simultaneamente, as verdadeiras “inimigas” do retorno do grupo comandando por Robin aos serviços de streamming.

Segundo a sinopse, Dick reforma os Titãs e os leva para uma nova casa na Torre Titã. Rachel, Garfield e Jason Todd (o novo Robin) treinam juntos para aprimorar suas habilidades de heróis e trabalhar como um time. No entanto, essa nova geração precisará lidar com os pecados da antiga quando velhos inimigos ressurgem com negócios inacabados. Entre eles, está o Exterminador que traz à tona segredos que ameaçam destruir esta nova família mais uma vez.

Entre os erros cometidos nesta temporada, um que merece destaque se encontra no primeiro episódio. Sem entrar em spoilers, fica o comentário de como é muito estranho iniciar com o desfecho da trama principal do ano anterior. Talvez isso seja um indicio de como os próximos episódios vão seguir um caminho parecido, principalmente no que diz respeito ao encerramento de arcos importantes. Por esse motivo, é recomendável o público ignorar isso (se possível) e aproveitar os aspectos positivos dessas histórias.

Dois belos exemplos de acertos de Titãs nesta temporada podem ser encontrados nas figuras de dois novos personagens: Bruce Wayne (Iain Glen) e Exterminador (Esai Morales). Mesmo sendo um coadjuvante de luxo por assim dizer, Bruce tem várias funções narrativas e serve mais como guia/mentor/voz da consciência irônica além de protagonizar umas das melhores cenas de ação da série toda. Um detalhe que compensa o fato da sua atuação não convencer muito em primeiro momento de que ele possa ser uma versão do Batman. No caso do vilão, temos a melhor surpresa da série. Com ótimas cenas de ação, uma atuação séria e um roteiro que respeita a essência do personagem, Slade Wilson/Exterminador destrói tudo em todas as cenas que aparece ao mesmo tempo que apaga da memória qualquer lembrança da versão apresentada anos atrás em Arrow.

Infelizmente, o mesmo não pode ser dito a respeito de outro novo personagem importante: Conner Kent, o Superboy. Mesmo tendo alguma relevância na atual temporada, ele acaba perdendo tempo de desenvolvimento por conta da trama principal envolvendo o Exterminador além de ter que dividir espaço com as outra subtramas que estão sendo desenvolvidas. É o caso, por exemplo, dos arcos de Kory Anders (Anna Diop) e os thanagarianos; Rachel e seus demônios internos (e também externos); Dick tentando se encontrar como herói; Jason Todd e Rose Wilson. Isso sem falar nos arcos que envolvem Rapina e Columba em alguns episódios também.

O principal causador deste erro é a insistência do roteiro em separar o grupo várias vezes durante a temporada. Mesmo com a formação de pequenos grupos ou duplas, o que alguns casos geram dinâmicas interessantes como Garfield e Conner em “Atonement” (episódio 9), o risco de se perder nessas histórias paralelas é inevitável e perigoso para o resultado final. Fica a esperança para que no retorno do grupo haja mais equilíbrio na hora de apresentar e desenvolver personagens com potencial narrativo como esses.

Apesar de todos esses atropelos, Titãs ainda consegue acertar e surpreender com vilões como Exterminador e Dr. Luz (esse em menor grau) além de entregar ótimos momentos de referência com a presença do Batman. Que isso compense todos os golpes que o público sentirá quando for confrontado pelas grandes e verdadeiras ameaças da série nesta temporada.

Crítica da primeira temporada

Sobre Marcus Alencar

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Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida