Séries | Blindspot 1º Temporada

Séries | Blindspot 1º Temporada

Inovar na produção de séries de ação deve ser sempre um desafio, principalmente quando certas fórmulas já conhecidas do público são utilizadas. Um exemplo disso ocorre  quando você cria uma trama com agentes secretos que inclui o caso da semana que, por sua vez, gira em torno de algo muito maior. É o caso de Blindspot, série exibida pela NBC. A história começa quando Jane Doe (Jaimie Alexander), uma mulher sem memória e com o corpo todo tatuado é encontrada nua no meio do Times Square, em Nova York. Em uma de suas tatuagens está o nome do agente do FBI Kurt Weller (Sullivan Stapleton) que se vê no meio de uma conspiração envolvendo o significado de cada tatuagem.

Com essas informações em mãos, é simples para a audiência acreditar que Blindspot entrega mais do mesmo. Mesmo assim, acredito que valha a pena dar uma chance justamente pela sua qualidade. Um dos vários elementos a serem destacados é a varidade e a força do elenco feminino, como é o caso das agentes Zapata (Audrey Sparza), Patterson (Ashley Johnson) e a diretora Bethany Mayfair (Marianne Jean-Baptiste), todas responsáveis por arcos individuais muito bem desenvolvidos. Sobre elas, também vale ressaltar a questão da diversidade visto que cada uma representa um grupo social diferente.

O mesmo pode ser dito da protagonista que brilha em cena em vários momentos. Isso se deve a questão da amnésia que permite várias possibilidades dentro da história que está sendo contada. Tal recurso permite que a personagem não só crie uma nova identidade pra si mesmo, associada ou não a antiga, como também faz com que o público acompanhe mais de perto o que está acontecendo. Basicamente, é como um livro em primeira pessoa.

Com o desenvolvimento da primeira temporada, Jane vai recuperando algumas memórias, mas sempre em pedaços bem pequenos. Vale enfatizar isso pois sempre é necessário preencher cada lacuna da vida dela. É nesse momento que encontramos um significado para o nome “Blindspot” que, em uma tradução livre, significa ponto cego.

No entanto, como dito logo no inicio dessa critica, é preciso inovar em tramas como essa. Afinal, o único problema de se ter uma série com todas essas características é quando algum episódio não é interessante o bastante para segurar a nossa curiosidade até o final. É na verdade um mal comum em todas séries que ainda constroem sua narrativa com 22 episódios ou mais, em alguns casos. Felizmente, na primeira temporada  isso ocorre muito pouco.

Nesses momentos, é importante sempre lembrar da trama principal e fazer todas as perguntas a respeito do porque foram feitas as tatuagens. Quem fez isso com Jane? Quem ela realmente é de verdade? E qual seria o principal objetivo de dar pistas para o FBI desvendar tantos casos? A importância das respostas é o que faz com tudo valha a pena no final das contas. Por sorte, todo o momento em que alguma resposta, ou parte dela, aparece somos presenteados com um mistério ainda maior e mais interessante.

Atualmente, a série se encontra em sua segunda temporada e com uma qualidade acima do esperado. Por esse motivo, vale a pena continuar acompanhando, mesmo se em algum momento você desanimar com algum episódio.

Sobre Marcus Alencar

Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida
  • Sâmila Carneiro

    Gostei bastante da crítica. Enfatizou os pontos fortes da primeira temporada e defendeu muito bem a proposta que a série levanta. Concordo que o elenco feminino transmite uma força incrível, deixando mais interessante toda a trama.
    Com certeza voltarei a visitar o site! 😊

    • Olá Sâmila. Muito obrigado pelo seu comentário. Fico muito feliz por isso. Bom, quanto a falar sobre a primeira temporada, fiz o máximo para comentar sobre ela sem dar spoilers para, desse modo, chamar mais pessoas para conhecer essa ótima série que nós tanto gostamos. E essa segunda temporada ein? Tá cada vez melhor…nossa.
      Volte sempre.
      Grande abraço.