Cinema | Power Rangers (2017) | Crítica

Cinema | Power Rangers (2017) | Crítica

Desde que foi anunciado, o novo filme dos Power Rangers dividiu opiniões. O primeiro sentimento foi o de desconfiança quanto à decisão de investir em um novo longa-metragem do grupo de heróis mais famosos da década de 1990. Depois de liberados alguns detalhes e imagens da nova produção dirigida por Dean Israelite, uma esperança crescente teve origem. Agora, finalmente nossas expectativas são correspondidas com um filme moderno e cheio de aventura, mas que não desrespeitou os fãs da antiga série.

A trama reconta a origem do primeiro grupo terrestre de rangers, composto por Jason (Dacre Montgomery), Kimberly (Naomi Scott), Billy (RJ Cyler), Zack (Ludi Lin) e Trini (Becky G). Os adolescentes de Alameda dos Anjos possuem pouca coisa em comum, porém acabam sendo escolhidos para se tornarem os guerreiros responsáveis por proteger o planeta da ameaça de Rita Repulsa (Elizabeth Banks). Treinados por Zordon (Bryan Cranston), os jovens precisam superar suas diferenças e aprender a trabalhar em equipe, pois só assim serão capazes de se tornar os Power Rangers.

Naturalmente, esse é um filme saudosista. Logo, não poderia deixar de nos remeter a lembranças de programas e filmes que marcaram a infância dos anos 80 e 90. Já no começo, há uma semelhança muito grande com O Clube dos Cinco (1985), onde jovens de personalidades distintas de repente se veem obrigados a interagir: Jason, o atleta cobrado por todos; Kimberly, a garota popular; Billy, o nerd esquisito; Zack, o rebelde que quase não aparece na escola; e Trini, a antissocial. Um time que teria tudo para dar errado, mas que dá tremendamente certo.

Outra película da qual podemos lembrar – esta mais recente – é Poder Sem Limites (2012), que conta sobre adolescentes que acordam um dia e se descobrem com super poderes que ainda não sabem muito bem como usar. Só que em Power Rangers, além da descoberta de novos dons, é necessário que a cooperação entre todos seja desenvolvida. Assim, boa parte do filme é pautada nesse aprendizado, antes que eles enfim consigam morfar. Esse processo de conhecimento dos personagens foi feito de forma gradual, sem pressa até que chegasse o grande momento do filme.

Momento este que não decepcionou. Os Zords, o Mega Zord e o próprio traje dos heróis passaram por mudanças significativas em sua aparência, mas é algo compreensível levando em conta o avanço dos efeitos especiais. Entretanto, o material original foi respeitado, com direito a homenagens e referências que vão emocionar os fãs do programa clássico. Se há algo que poderia ter sido melhor, seria apenas mais cenas de luta com os rangers no chão, antes de irem para seus zords. E as faíscas, é claro! (Risos). Mas não fez muita falta no panorama geral.

Sendo assim, quem tinha algum receio quanto a esse filme, pode ficar despreocupado. E quem estava confiante, pode se alegrar. Para os admiradores dos Power Rangers, essa é uma produção que dá novo gás a uma franquia inesquecível. Já para aqueles que estão conhecendo os heróis coloridos agora, é um ótimo portão de entrada. Ah! E não se esqueçam da cena mid-credits!

Ficha técnica:

  • Data de lançamento: 23 de março de 2017;
  • Duração: 2h04min;
  • Gênero: ação, aventura, ficção científica;
  • Direção: Dean Israelite;
  • Elenco: Dacre Montgomery (Jason), Naomi Scott (Kimberly), Rio de Janeiro Cyler (Billy), Ludi Lin (Zack), Becky G (Trini), Bryan Cranston (Zordon), Elizabeth Banks (Rita Repulsa).

Assista ao trailer!

Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro e blogueiro. Apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, ser um profissional da área de exatas, porém manter sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.
  • Mariana Palma

    Concordo plenamente em relação às faíscas! HAHAHA E não posso deixar de comentar sobre a música tema, pela qual aguardei ansiosamente, que não deu as caras nem por 10 segundos no filme :/ #chateada
    Mas fora isso, amei loucamente esse filme e já quero assistir de novo, já quero a sequência, já quero T-U-D-O! <3 #GoGoPowerRangers

    • Mari! Eu jurava que pelo menos uma faisquinha ia sair hahaha. Mas tudo bem, o filme foi aprovado. Se rolar mesmo o que estão prometendo para a sequência, vai ficar melhor ainda!

  • Eduarda Lima

    Eu amo ler o que você escreve. E essa resenha em especial foi como música para meus ouvidos! Hahah adorei saber que posso ver tranquila, principalmente depois de saber que rolou alguma semelhança com um dos meus filmes favoritos. Espero assistir em breve, fiquei muito animada! Beijos

    • Lembre de você logo de cara quando estava assistindo e associei ao Clube! Pode assistir sem medo. Pra nós que somos de raíz, o filme presta uma homenagem bem bacana. Beijoo