Cinema | Jumanji – Bem-Vindo A Selva (2018) | Crítica

Cinema | Jumanji – Bem-Vindo A Selva (2018) | Crítica

Resgatar clássicos de um passado não tão distante já virou moda no cinema. Em Jumanji – Bem-Vindo A Selva, o público tem a oportunidade de apreciar mais uma produção desse tipo. O novo filme é ao mesmo tempo uma releitura e uma continuação do Jumanji (1995) estrelado por Robin Williams. Inclusive, algumas referências são feitas como forma de homenagem ao primeiro longa. Na trama, um grupo de quatro adolescentes está jogando um videogame cuja ação se passa numa floresta. Eles escolhem avatares para a aventura, mas um evento inesperado faz com que eles sejam transportados para dentro do universo fictício, transformando-se nos avatares escolhidos.

Desse modo, saem de cena os jovens Spencer, Fridge, Bethany e Martha (Alex Wolff, Ser’Darius Blain, Madison Iseman e Morgan Turner) para respectivamente dar lugar ao quarteto formado pelo Doutor Smolder Bravestone, Moose Finbar, Ruby Roundhouse e Professor Shelly Oberon (Dwayne Johnson, Kevin Hart, Karen Gillan e Jack Black) com suas características distintas e bem peculiares. Por conta dessas transformações é divertido ver como o grupo lida com os seus “novos corpos” no mundo de Jumanji e como estes contrastam totalmente com a versão real. Aliás, estas mudanças físicas e pessoais servem de forma proposital para cada avanço no roteiro. Por causa delas, facilmente o público entende o que isto significa no arco de cada personagem dentro do desenvolvimento da trama.

Nada disso teria êxito sem a devida apresentação na sequência inicial. Neste momento, conhecemos de forma breve e objetiva cada personagem individualmente até todos se encontrarem por um motivo em comum: a detenção escolar. Um olhar mais atento perceberá uma certa semelhança com a história de Clube dos Cinco, um dos vários clássicos de John Hughes que lida com rótulos na adolescência. Curiosamente, este mesmo recurso de roteiro é utilizado na nova versão dos Power Rangers. Dessa forma, Jumanji – Bem-Vindo A Selva vai além da mistura de comédia de ação e ganha o aspecto de uma reflexão despretensiosa sobre a juventude.

Aliás, quando o assunto é humor o filme entrega ótimos momentos. O timing cômico do quarteto principal funciona muito bem e tudo isso deve à uma bem feita escolha de elenco experiente em outras produções do gênero. Dwayne Johnson repete a parceria de sucesso com Kevin Hart (ambos protagonizaram o hilário Um espião e meio, de 2016) enquanto Karen Gillian atua de forma parecida com seus personagens em Doctor Who ou na finada série Selfie. Já Jack Black surpreende ao interpretar uma garota no corpo de um homem e mostra mais uma vez seu talento para a comédia.

Por conta de todos estas questões, é que o novo Jumanji consegue ser um exemplo interessante de releitura cinematográfica. O trabalho do diretor Jake Kasdan (Sex Tape: Perdido na Nuvem) é fiel a obra original ao mesmo tempo em que segue o próprio rumo.

Ficha técnica:

  • Data de lançamento (no Brasil): 4 de janeiro de 2018
  • Gênero: Comédia
  • Elenco: Dwayne Johnson, Karen Gillan, Jack Black, Kevin Hart, Alex Wolff, Ser’Darius Blain, Madison Iseman, Morgan Turner;
  • Direção: Jake Kasdan
  • Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, Scott Rosenberg e Jeff Pinkner

Assista ao trailer:

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Sobre Marcus Alencar

Apresentador do Leituracast, Jornalista, blogueiro e um homem de diversas paixões. Amo quadrinhos, cinema e literatura, mas não necessariamente nessa ordem. Acima de tudo, amo a forma como esses meios de comunicação conseguem produzir obras capazes de nos tirar do lugar-comum e propiciar a reflexão. No caso dos livros, destaco toda a saga de Percy Jackson nas séries de livros do escritor Rick Riordan. Não sei se foi à identificação quase que imediata com o personagem central ou fato de sempre me interessar por mitologia grega, mas o importante é que esses livros despertaram de forma mágica meu interesse pela leitura assim como outras grandes obras já fizeram o mesmo comigo em outros períodos e de formas diferentes. Enfim, ler pra mim é uma viagem especial e mágica que sempre farei com muito prazer em qualquer época da minha vida