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Anime | Mob Psycho 100 (Mobu Saiko Hyaku) – 1ª temporada

Anime | Mob Psycho 100 (Mobu Saiko Hyaku) – 1ª temporada

Mob Psycho 100 (Mobu Saiko Hyaku) é a nossa primeira recomendação de anime em 2019. A obra foi criada pelo mangaká One – que também é autor do grande sucesso One Punch Man – e ganhou sua primeira temporada animada, feita pelo estúdio Bones, em 2016. Já em 2018, teve sua versão live action estreando na Netflix.

Shigeo Kageyama, mais conhecido por todos como Mob, é um garoto entrando na puberdade, está afim de uma menina no colégio (mas não consegue se aproximar dela) e tem o desejo de ser popular. Até aí ele seria apenas mais um adolescente normal, porém Mob possui poderes paranormais incríveis. Sabendo do perigo que eles podem representar, o rapaz evita ao máximo usar suas habilidades. Para aprender a controlá-las, ele passa a trabalhar como aprendiz de Reigen Arataka, o qual se diz um paranormal, mas na verdade é um farsante que cobra para realizar “exorcismos”. O grande problema é que toda vez que a carga emocional do menino chega a 100%, ele “explode” e perde o controle.

Mesmo que não soubéssemos que o criador de Mob Psycho 100 também é responsável por One Punch Man, logo perceberíamos a semelhança nos traços das duas animações: o mesmo formato de olhos e cabeça, rostos inexpressivos e personagens deslocados. Entretanto, em alguns momentos de Mob Psycho o desenho chega a ser tosco pela forma como foi feito. Claramente isso é proposital e contribui para a graça da produção.

Contudo, Mob não é mais uma sátira de animes de lutas e heróis invencíveis. Apesar do protagonista superpoderoso e cenas empolgantes de ação, a trama foca mais no relacionamento de Mob com seus poderes e nos seus conflitos internos pelo controle de suas emoções. Cada situação constrangedora, cada circunstância de raiva, medo ou frustração contribuem para sua sobrecarga emocional.

Se ele quisesse, poderia usar seus dons para conquistar a sua tão sonhada popularidade, mas ele se recusa a depender disso. Por outro lado, nem todos os personagens pensam dessa forma, como é o caso de Teruki Hanazawa, outro estudante paranormal. Essa discussão sobre depender ou não de habilidades sobre-humanas também está presente na relação entre Mob e seu irmão Ritsu, de forma que eles se influenciam mutuamente e movimentam a história.

Quem também tem um papel fundamental na evolução de Mob é seu mentor, Reigen. Apesar de ele ser um farsante, o “exorcista” segue um código moral muito forte, chegando a ser contraditório algumas vezes. Mesmo assim, a influência positiva que ele exerce no amadurecimento de Shigeo é inegável. Sem contar com sua contribuição em momentos decisivos, o que chega a roubar a cena.

Por esses motivos, Mob Psycho 100 é um anime que foge do estereótipo de produções de “lutas com poderes”. O sucesso foi tanto que a segunda temporada já está sendo exibida. A ideia que fica é a de que, por mais que uma pessoa tenha um dom extraordinário, nem sempre é possível ou correto usá-lo para se destacar e tirar proveito das situações, de modo que isso não te faz melhor que ninguém.

Ficha técnica:

  • Ano de lançamento: 2016
  • Gênero: ação, comédia, sobrenatural
  • Música de abertura: 99 – Mob Choir
  • Música de encerramento: Refrain Boy – ALL OFF
  • Criador: One
  • Estúdio: Bones
  • Número de episódios: 12 (primeira temporada)
  • Status: em produção (segunda temporada)

Assista ao trailer:

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Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.