Capa » Animes » Anime | Ao no Exorcist (Blue Exorcist) – 1ª e 2ª temporadas
Anime | Ao no Exorcist (Blue Exorcist) – 1ª e 2ª temporadas

Anime | Ao no Exorcist (Blue Exorcist) – 1ª e 2ª temporadas

O anime Ao no Exorcist (também conhecido como Blue Exorcist) é baseado no mangá criado pela autora Kazue Kato. A primeira temporada, lançada em 2011 pelo estúdio A-1 Pictures, contou com uma boa audiência, porém a segunda só estreou 6 anos depois, em janeiro de 2017, trazendo um questionamento sobre o destino da produção.

Na trama, acompanhamos a jornada de Rin Okumura, um adolescente que descobre ser filho de Satã. Apesar de seus poderes estarem selados na bainha de uma espada lendária, o objeto não conseguirá contê-los por muito tempo. Assim, Rin parte com seu irmão Yukio para a Academia Vera Cruz, onde decide se tornar o melhor de todos os exorcistas para derrotar seu pai e impedir que ele traga seus demônios para Assiah, como é chamada a Terra. Enquanto aprende a arte do exorcismo, o garoto faz diversos aliados e muitos inimigos poderosos que querem matá-lo.

Mesmo sendo uma motivação clichê, o anime tem diversos pontos positivos, a começar pelo roteiro que se vale de muitos conceitos religiosos, especialmente a hierarquia e as crenças do catolicismo, mas também os elementos de religiões orientais. As cenas de ação envolvem muitas lutas emocionantes e visualmente bem-feitas. Os personagens são cativantes, cada um ao seu jeito; e o senso de humor nos momentos certos é uma marca registrada.

Na época em que a primeira temporada de Ao no Exorcist começou a ser produzida, não havia muitos volumes do mangá lançados. Por esse motivo, só 17 dos 25 episódios adaptam a obra. Do 18º em diante, a animação segue seu próprio caminho até o final que, apesar de conclusivo, abre margem para se explorar mais o personagem central no futuro.

Em 2017, com bastante material publicado por Kazue, o estúdio resolveu retomar a produção baseando-se no original. Isso acabou gerando a dúvida se a segunda temporada é um reboot que começa após o 17º episódio da primeira, ou se ela é apenas um interlúdio antes do desfecho já apresentado. Ainda que tal confusão não comprometa o entendimento e a qualidade da história como um todo, a conexão entre as duas temporadas e a relação entre elas deixa a desejar.

Em compensação, o segundo arco – a Saga Kyoto, que aborda o ressurgimento do Rei Impuro – é fundamental para o aprofundamento dos protagonistas e dos coadjuvantes. O papel de cada um deles fica mais evidente, bem como o lado emocional. Os que mais surpreendem nesse sentido são Yukio e Suguro, o primeiro por finalmente entender seus sentimentos com relação ao irmão, Rin, e o segundo por enfrentar sua relação difícil com o pai. Além disso, conhecemos mais sobre o passado do padre Fujimoto, o qual é muito importante para o enredo.

Independentemente de ter sofrido um reboot ou ter ganhado somente um interlúdio em 2017, Ao no Exorcist é um anime com enorme capacidade de prender a atenção de quem o assiste, seja pela ação ou pelo contexto religioso e mitológico. Até o momento não há nenhuma informação sobre uma possível terceira temporada que continue se baseando no mangá, mas caso isso aconteça, fará a alegria de muitos fãs.

Ficha técnica:

  • Ano de lançamento: 2011 (primeira temporada), 2017 (segunda temporada)
  • Gênero: ação, aventura, fantasia, sobrenatural
  • Músicas de abertura:
    • 1ª temporada: Core Pride – UVERworld (eps 2 ao 12), In My World – Rookiez is Punk’D (eps 13 ao 25)
    • 2ª temporada: Itteki no Eikyo – UVERworld 
  • Músicas de encerramento:
    • 1ª temporada: Take Off – 2PM (eps 1 ao 12), Wired Life – Meisa Kuroki (eps 13 ao 25)
    • 2ª temporada: Kono Tede – Akatsuki Rin
  • Criadora: Kazue Kato
  • Estúdio: A-1 Picture
  • Número de episódios: 37
  • Status: concluído

Assista ao trailer:

Conheça outros animes

Sobre Mozer Dias

Mozer Dias
Engenheiro civil, resenhista e podcaster. Sou apaixonado pela exatidão dos números e pela subjetividade das palavras. Penso que qualquer pessoa pode se aventurar por esses dois mundos, até porque foram as palavras que me apresentaram aos números e daí nasceu essa relação singular. O primeiro livro que li foi “O Homem que Calculava”, do autor Malba Tahan, que narra história de Beremiz Samir, um árabe com um dom inacreditável para a matemática e uma sabedoria que transcendia a mera racionalidade fria e impessoal. Sendo assim, é esse equilíbrio que busco para minha própria vida: fazer poesia com números e letras, mantendo sempre o coração aberto para a subjetividade que há nas entrelinhas e extrair disso o melhor que eu puder.